Ex-Googlers da Engeeno com Pagerank Estranho

Ruy Miranda

Ex-Googlers, ou seja, ex-funcionários do Google especialistas nas áreas de otimização, marketing, links patrocinados, se juntaram numa org multinacional. No Brasil é representada pela Engeeno, com uma versão em português e outra em inglês Até aí tudo bem: o pessoal se desliga de uma empresa privada e funda suas próprias empresas com uma integração na org http://searchqualityalliance.org/. Mas o que chama a atenção é o pagerank. Como eu estou sempre atento às Mazelas do Google, resolvi xeretar o assunto mais de perto.

Como é a organização – Essa organização Search Quality Alliance é composta por seis pessoas de diferentes países, todas ex-funcionários do Google. Em cada país eles fundaram suas próprias empresas. No Brasil ocorreu a associação de um brasileiro, Ariel Lambrecht e um português, Pedro Dias. Os dois fundaram a Engeeno, da qual tentei obter mais informações diretas no blog deles e, não tendo conseguido, vou explicar o que li. Eles se oferecem para prestar serviços intermediários, entre as empresas e as agências e profissionais que otimizam sites. Eles se propõem a analisar o site e verificar se existe algo errado, o que tem de positivo, se há vulnerabilidades que podem gerar penalidades, coisas assim. Enfim, eles estão se propondo a exercer o papel de auditores para as empresas. Não ficou claro para mim se vão otimizar sites, na sua expressão genuína, embora as empresas de outros países, agregados na org, o façam e prestem serviços também no AdWord.

O que aconteceu no Brasil – Ao ler e observar os sites em línguas diferentes, chamou minha atenção o fato de que o site www.engeeno.com.br, embora seja mais “jovem”, tem o melhor pagerank relativo ao tempo. É o mais jovem porque tanto Ariel como Pedro se desvincularam do Google em 2011, enquanto que os demais se desvincularam anos atrás; entre estes encontrei PR 4, 2 e 0. O mais surpreendente é que, oficialmente, o site .com.br começou a rodar em outubro, e já agora, em Janeiro de 2012, tem um pagerank 4. Um tanto encabulado, resolvi pesquisar mais.

O que encontrei – Encontrei coisas que deram margem ao título deste post. Vou detalhar.
1. Ariel registrou o domínio engeeno.com.br em 2011 depois de sair do Google.
2. Pedro Dias registrou o domínio engeeno.com em 03 de março de 2011 quando ainda era funcionário do Google, do qual se desligou 6 meses depois, em setembro de 2011. Não encontrei registro que me permitisse saber se o site começou a funcionar logo após o registro do domínio ou só em outubro/2011. Para ficar mais claro, reproduzo abaixo imagem do registro do domínio engeeo.com.br, e engeeno.com (este tem PR 3).

Informações sobre engeeno-com-domain-creation
engeeno-com-domain-creation.gif

A seguir vem a declaração de Pedro Dias que indica sua saída em setembro de 2011.


Pedro Dias comunica saída do Google

O “Olá Mundo” que sugere o início das atividades de engeeno.com.br ocorreu em 1 de outubro/2011:

Pedro Dias diz Olá Mundo

3. A Engeeno conseguiu a proeza de obter PR 4 ao que parece em 3 meses, enquanto seus pares na Aliança que se desligaram antes, não chegaram lá ou pararam no PR 4. Veja abaixo, no canto superior direito da imagem e no detalhe, o PR:

Engeeno.com.br obtém PR4

Detalhe do PR4

4. O mais surpreendente é que na busca por links externos que apontam para engeeeno.com.br aparece apenas o endereço da home de engeeno.com, a qual tem PR3 (em 9-1-2012). Veja abaixo.

Engeeno.com.br obtém PR4

Qual a mágica do PR4? O leitor sabe? Eu já tinha lido a respeito do codinome Megasitelink para o público interno do Google, resolvi checar de novo porque minha memória podia estar falhando, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Pensei num Megalinkoculto, mas este codinome sequer existe. O site engeeno.com tem dois links peso-pesados, um do próprio Pedro Dias, cujo PR não se encontra disponível neste momento, e o segundo de um funcionário do Google e cujo PR é 3. E a home de engeeno.com só tem PR3. Como pode um PR3 alimentar uma página de PR4? Seria um Pagerank atribuído aos proprietários pelo alto saber na área? Mas esta hipótese também parece inverossímil porque em tal caso haveria promoção no posicionamento e não no pagerank.

Com esse admirável resultado, eu passo de eventual auditado para candidato a cliente. Não é mesmo de impressionar que seis meses depois de registrar um dos domínios Pedro Dias deixe o Google, e o seu site .com.br, no terceiro mês seguinte, apareça com PR4 tendo como link externo apenas a home do site .com? Tá bom… Vamos admitir que os links existem, apenas ainda não foram listados pelo Google. Bem… isso não é o que vemos no dia a dia, mas vá lá.. Eu não consegui entender como esse processo se deu. Se o site só rodou em 1 de outubro, só pode ter recebido links válidos a partir dessa data, e o link que recebeu tem PR3. Não foi possível encontrar truque algum. Trata-se de um processo insólito, pelo menos para nós que vivemos aqui abaixo da linha do equador, e ficamos pensando com inveja: hum-hum…hum-hum…

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Minhas Desconfianças com o Canonical Link

Eu fiquei super entusiasmado quando Google, Yahoo e MSN (Bing) lançaram o link canonical. Foi um dos raros momentos em que os três grandes deixaram de lado as disputas e se comprometeram em adotar a canonização de links. Entretanto meu entusiasmo foi se arrefecendo com a experiência e hoje eu nem uso mais esse atributo do link. Vou apresentar uma prova para isso.

O que é o link canônico – É um link elegido entre duas ou mais URLs como representando a outra (ou outras). Isso ocorre quando há semelhança entre os conteúdos das páginas. É uma espécie de redirecionamento – uma URL é redirecionada para outra por meio de um link colocado no head de cada uma. Você pode ler mais sobre o assunto em Nova Tag em URLs com Conteúdos Repetidos – Atributo ‘Canonical’, Link Canônico vs Redirecionamento 301: Informações e 10 dicas, Tempo para Integração dos Arquivos pelo Link Canonical

Você escolhe a URL que será cononizada e vai nos respectivos heads e insere o link. Se não o fizer, Google, Yahoo, Bing o farão, embora o tempo seja maior. Aqui começa uma grande questão. É impossível saber com certeza se as duas (ou mais) URLs ligadas entre si por esse sistema estão funcionando, especialmente se a canonização deveria ser feita, digamos, pelo Google. Mas há evidências indiretas de que não estão funcionado. E tais evidências veem do aparente desinteresse do Google por essas URLs.

Uma prova contundente – Na figura abaixo aparecem cinco URLs que deviam estar canonizadas pelo Google. A imagem foi obtida de um relatório do Google nas ferramentas para webmasters.

Duplicações - canonização não funcionou

Vamos examinar os dados de duas delas, /art-posicionamento/ e / art-posicionamento/index.htm. Em geral o redirecionamento 301 feito por arquivos, como o htaccess, gera looping, logo é descartado, como foi o caso dessas duas. Por outro lado não há como colocar link canonical nas duas manualmente. As URLs /art-posicionamento/ e / art-posicionamento/index.htm datam de março de 2005 e a imagem acima foi obtida em novembro/2011. Portanto, entre o lançamento da canonização (fevereiro/2011) e a obtenção da imagem acima, passaram-se 2,9 anos. O Google não canonizou uma delas e tampouco as retirou do relatório de títulos e descrições duplicadas. E o mais sério é que essas URLs foram emparelhadas muitas vezes para identificar semelhanças em título, meta descrição, conteúdo – oportunidades para ser feita a canonização não faltaram. As outras URLs da imagem têm história e tempos parecidos.

A dedução mais coerente é que a canonização não veio para valer e não podemos confiar piamente nela.

Essas coisas podem aparecer inúmeras vezes em um site grande, em particular quando cada diretório recebe uma página index. Em todo diretório haverão duas URLs: com / e com /index.html (ou equivalente). Como fica a situação se você não pode fazer redirecionamento 301, não pode canonizar manualmente e tampouco o Google não canoniza uma?

Os exemplos acima não são isolados. Venho observando isso de há muito. Por tais indiferenças em relação ao assunto, acho temerário canonizar URLs ou esperar que Google, Yahoo, Bing, etc. o façam. É preferível fazer os redirecionamentos 301 (quando possível). Mas temos aí um outro problema: se existem muitos redirecionamentos (diria mais de 30) eles em geral não funcionam bem e retardam a ação dos robots. Acredito que esse retardo pode gerar perdas.

A esperança de resolver o problema de certas duplicações pela canonização já era.

 

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Google Derruba Site com Base em Etica Discutível

Depois de vários anos de Internet experimentei o gosto amargo do que chamo ética discutível do Google. Desta feita foi num serviço seu, de hospedagem de blogs, chamado Blogger. Um blog meu, publicado num diretório do site, foi redirigido para um subdomínio de blogspot.com. Isso reduziu de forma dramática a quantidade de conteúdo do site, o qual foi rebaixado para a segunda posição. As coisas se passaram numa combinação de boa-fé de um lado e princípio éticos duvidosos de outro.

O Caso – Certo dia constatei uma anormalidade na atividade do site e fui checar o que se passava. Deparei-me com o rebaixamento do site para a segunda posição em várias buscas. Ao investigar o que acontecera, verifiquei que todo o conteúdo do blog, publicado num diretório do site, fora redirigido para um subdomínio do blogspot. Eu havia postado uma matéria poucos dias antes e me deparara com uma anormalidade à qual não dei importância por pura boa-fé. O post já estava escrito em página do Word e, como sempre faço, fui direto para a página de publicação onde o colaria e publicaria. Nessa passagem lembro-me de uma informação mais ou menos assim: o seu Blogger agora é Blogspot. Entendi que devia ser mais uma ação do Google para aperfeiçoar a busca e fui em frente. Nem me dei ao trabalho de checar a matéria pela Internet em seguida. Parti para outra tarefa.

Depois que me dei conta do redirecionamento, voltei ao Blogger (blogger.com e blogspot.com pertencem ao Google). Vi, então, que a página onde haviam elementos para publicação via ftp estava totalmente diferente e havia ali a informação de que não se publicava mais via ftp. Ou seja, não era possível mais ter o blog como parte integrante do site, sob forma de um diretório. Na página de edição havia um arquivo de redirecionamento, pelo qual o blog estava sendo redirecionado para um subdomínio do blogspot.com.

Eu não tenho o menor interesse em ter um blog como subdomínio. Já como um diretório do site, sim, pois posso publicar nele matérias de otimização e posicionamento discutíveis, como esta. Assim são também todas as matérias postadas anteriormente. O blog, desta forma, passa a ser interessante, do meu ponto de vista, porque está integrado ao tema do site.

Busca de soluções – Evidentemente que, diante do ocorrido, procurei mais informações e, principalmente, soluções. Postei duas mensagens em grupos do Google, não sem antes fazer uma pesquisa minuciosa para encontrar casos semelhantes ou receber alguma luz de postagens anteriores no Blogger. O feedback foi pequeno, mas alguém disse que eu devia levar o caso a Camila Fritz que mora na Alemanha e é responsável pelo suporte ao blogger.com em português.

Procurei me informar sobre essa pessoa, li coisas escritas por ela e tive boa impressão: parecia sensível e séria. Eu tinha de falar com ela via Internet, mas não havia nenhum endereço ao alcance. Coloquei então uma mensagem, num dos grupos, indagando se alguém sabia como eu podia entrar em contado com ela. Recebi uma mensagem de alguém que se identificou como funcionário do Google e que me perguntava qual era o problema. Fiz novo relato e recebi a informação que o meu caso seria encaminhado.

O tempo passava e eu não recebia resposta. Então decidi migrar para o WordPress e excluir o subdomínio do blogspot.com do index do Google para evitar duplicações. Tive, naturalmente, algum trabalho para reproduzir o blog na sua nova morada. O resultado foi o esperado: retomei quase todas as posições perdidas e falta apenas uma que será retomada a qualquer hora – mudanças de primeiro lugar para segundo e vice-versa são feitas com parcimônia pelo Google, a não ser no caso algum problema sério.

Um dia depois de terminar a migração, mas com alguns problemas ainda pendentes, recebi uma delicada mensagem pela Internet da Camila Fritz indagando sobre o que acontecera.

Observações
1. Questão ética – Eu agi de boa-fé, achando que era mais uma mudança do Google para facilitar a nossa vida. O que o Google fez deve ter amparo legal, e eu devo tê-lo autorizar a praticar atos como esse. Quando lido com sites que conheço e que têm boa reputação, como é o caso do Google, eu digo que aceito determinadas regras para o uso de qualquer ferramenta sem ler o conteúdo das regras. Por isso digo que agi de boa-fé ao não verificar o que estava autorizando quando comecei a fazer o blog. Mas da parte do Google creio ser cabível dizer que a ação teve base em algum princípio ético duvidoso, ainda que tenha tido minha autorização expressa, porque trata-se de uma intervenção muito violenta num site que é, no fundo, um negócio. Por que o Google não deu as informações devidas para que eu e outros nos preparássemos para a mudança?

2. Alguns horrores – Ao buscar informações, como citei acima, deparei-me com situações que me deixaram um tanto horrorizado. Fiquei sabendo de casos dramáticos vividos por assinantes do blogger.com, aqui e nos Estados Unidos. Num deles, uma mulher, professora de direito na reputada Universidade de Wisconsin e cujos posts eram reproduzidos pelo Washington Post, e que tem uma quantidade impressionante de visitantes e leitores, e que, ainda, publica ali durante vários anos, viu seu blog fora do ar. Nada que ela procurasse aparecia. Ela postou uma mensagem imediatamente informando a situação e pedindo solução. No transcorrer do dia, à medida que ela se dava conta de um ou outro problema ou recebia uma informação de terceiro, postava curta mensagem sobre o assunto. Postou umas cinco ou seis mensagens seguidas no mesmo dia. Ou seja, agiu como qualquer mortal que busca desesperadamente reparação de um mal sofrido. E entre as mensagens ela reclamava do silêncio do pessoal do blogger.com. E não é que um dos colaboradores avançados postou uma mensagem dizendo para ela parar de postar mensagens porque poderia ser punida por prática de spam e ainda ser banida do Blogger? Afinal o caso foi resolvido e ela recebeu uma montanha de apoios pela Internet e outros meios de comunicação, inclusive de funcionários do Google, segundo informou depois. Não sei se no WordPress tais coisas acontecem, mas para o blogger.com e o blogspot.com não volto jamais.

3. Motivos do Google – Os motivos da mudança por parte do Google não são conhecidos. Fiquei sabendo por um autor americano que, ao eliminar carga de posts via ftp, as coisas iam ficar mais fáceis para o Google manejar o AdSense nos blogs. Ele só escreveu isso. Confesso que não alcanço o significado e tampouco sei o que vai mudar.

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Futuro do PageRank em sua Trajetória Evolutiva

O pagerank se converteu numa dor de cabeça para os otimizadores. Até pouco tempo atrás você podia trocar links e estava tudo bem. Antes disso você podia entrar em qualquer blog ou livro de visita e deixar lá sua URL e o texto do seu link. No comecinho você podia obter links de uma enxurrada deles listados numa página. É claro que não incluo aqui os truques para obtê-los. Mas é exatamente isto, os truques, que são, em senso estrito, a única forma de muita gente obter links externos, e o Google os aceita.

Links de afiliados – Esta afirmativa pode causar espanto a muita gente, mas é assunto de fácil compreensão. Imagina que você tem uma loja de produtos eletrônicos. Quem vai apontar link espontâneos para a sua loja? Os seus concorrentes não o farão. O visitante que entra e compra algum produto também não. Se você tiver uma lista de afiliados, eles o farão, mas esses links só serão contados se não parecerem ter vínculo direto com sua loja, o que é muito complicado. Agora pense um pouco: esses links de afiliados são espontâneos? Claro que não. Eles dizem que sua loja goza de boa reputação? Claro que não. Eles estão ali para ganhar comissões, apenas isso e nada mais. E no entanto os links deles podem aumentar a reputação de sua loja nos termos usados pelo Google.

Mas está em curso uma variação dessa estratégia que só mentes criadoras são capazes de desenvolver. Nós sabemos que de há muito, uma das tentativas se se obter rank era a de ter vários sites e todos eles com link apontando para o site principal. Ocorre que esses sites tinham rank desprezível e não ajudavam em nada. A versão moderna desta estratégia é a criação não de sites simples, mas de sites complexos, tocados por várias pessoas e que têm nomes do tipo: “Admiradores da (sua loja)”. Mantidos por sua loja (sem aparecer, é claro), os administradores do site saem catando links para ter pagerank alto e transferi-lo para a sua loja. E como uma andorinha só não faz verão, outros sites mantidos por você, com diferentes temas, transferem muitos pageranks elevados. São afiliados sofisticados; ganham pelo trabalho e não por comissão.

Busca por links externos – Se sua loja não tem estrutura financeira para bancar investimentos tão altos, então, desesperado, você procura um webmaster para melhorar o seu pagerank através de maior número de links externos. Ele sai catando sites e blogs em todas as línguas, inclusive orientais, nos quais é possível colocar um comentário, sua URL e o texto do link. Antes disso o webmaster vai ver se algum comentário feito previamente está com o atributo rel=”nofollow” no link. Se estiver, não adianta colocar comentário, URL, etc porque o Google não vai seguir o link e, portanto, não vai chegar ao seu site e incluir o rank.

E se o site ou blog não tiver ainda nenhum comentário? Aí o webmaster não saberá se o link será seguido e se você terá algum rank oriundo dele. Na dúvida, o webmaster coloca a mensagem.

Complicado, não é?

Sites parceiros e doações – Mas seu webmaster é persistente. Ele descobre que alguns sites colocam links em páginas denominadas Sites Parceiros e que, na maioria, são colocados ali mediante um pagamento mensal. Descobre ainda que há empresas do terceiro setor que, recebendo uma doação em dinheiro, colocam um link na página de Doadores. São mutretas, de um lado para ganhar dinheiro; de outro para obter link. São alternativas que existem há muito tempo mas que foram incrementadas depois que o Google deixou de contar links em áreas de Anunciantes ou Propaganda. Mas seu Webmaster combina isso com você e vocês fazem os pagamentos porque em geral são baixos e os dois estão desesperadamente precisando de melhor posição no Google. Esses links indicam boa reputação? Também não.

Mas já podemos afirmar que links obtidos por esses caminhos não são espontâneos, indicam falsamente uma boa reputação da sua loja. Isso não significa que ela não mereça ter boa reputação, mas aqui a linguagem é a da máquina. Ela diz uma coisa sem provar.

Comentários em sites, blogs, livros de visitas – As dores de cabeça não param por aí. O webmaster só sabe português e se aventura em sites, blogs e livros de visitas de outras línguas, inclusive orientais. Como ele procede? Faz comentário estereotipado que ele aprendeu, do tipo “Great article!!!!”. (Imagina que as exclamações reforçarão o que ele ‘pensa do artigo’). Mas temos uma má notícia aqui. Comentários curtos, com frases estereotipas, estão sendo ignorados pelo Google.

Mas o seu webmaster é esperto. Ele procura comentários mais extensos naquela página ou em outras, copia e cola como sendo comentário de sua loja. Em geral passa. Mas o Google está aprimorando o filtro na entrada dos textos enviados pelos robots – se são duplicados, são descartados; nem vão para o banco de dados. Chato, né? <

Dessa forma seu webmaster “viaja” pelo mundo catando links – pode obtê-los até em línguas orientais quando, antes do comentário, se requer uma sequência inicial padrão: título da sua página, seu email, sua URL. É por isso que, ao analisar certos links externos de sites você se depara com uma profusão de línguas, inclusive algumas que nem dá para saber quais são. Mas com o citado filtro essa manipulação está também com os dias contados.

Grandes diretórios – Seu webmaster vai a grandes diretórios, quase sempre pagos e inclui seu site. Mas se ele for para uma página com pagerank zero, 1, 2, não vai te ajudar em nada. Então o webmaster pede página com pagerank 3 ou mais. O diretório atende, desde que você pague os preços anuais que são crescentes com o pagerank. Se fizer isso em vários diretórios, em diversas partes do mundo, o preço é muito alto. E tem um custo adicional – seu webmaster terá de visita-los regularmente para ver se seus links não foram movidos para uma página de pagerank menor. Ou então você vai contratar um serviço para fazer essa fiscalização para você.

Despesas e dor de cabeça é o que você tem para melhorar seu pagerank hoje em dia e, ainda assim, para comunicar de forma falsa ‘boa reputação’. Muitas vezes é uma tortura. Não podemos dizer que é imposta pelo Google; é apenas relacionada com ele.

Você vê que a margem de manobra vai se estreitando, ainda que seu webmaster faça força para aplicar truques que simulam indicar boa reputação.

Como o Google anda atrás, tapando os buracos, podemos nos indagar: como sua loja poderá aumentar seu pagerank daqui alguns anos?

O Futuro – Eu creio que a resposta ao futuro do pagerank está em diretórios que listam seu site depois de examiná-lo manualmente ou por meio de robots que buscam elementos específicos, sem cobrar nada, e só o incluem se ele segue diretrizes do diretório. Vou dar um exemplo. O Google fez um acordo com o HONCode, um diretório especializado em sites da área de saúde. Os sites nele incluídos recebem alguns pontos no pagerank. Ele é totalmente digno de fé? Não. É possível enganar seu robot de diversas formas. Mas há maior confiabilidade em site listado nele do que em site listado só na Internet.

Nós poderemos ter diretórios que avaliam lojas que vendem produtos eletrônicos, como a sua, diretórios de hotéis e pousadas, de fábricas de chocolates, de perfumes, enfim, diretórios para todos os produtos e serviços. É claro que estamos falando de diretórios diferentes da maioria dos atuais em que a entrada é gratuita ou paga, sem qualquer consideração sobre o conteúdo dos sites.

Mesmo com algumas fragilidades, esses diretórios fornecerão elementos mais confiáveis para o Google.

É claro que links provenientes de sites de grande e sabida reputação, assim como sites de grandes Universidades e indústrias, de sindicatos sérios, e assim por diante, serão incluídos.

O pagerank foi uma grande sacada para ordenar os sites e sua importância continuará a estimular buscas de resultados cada vez mais confiáveis. Embora seu peso tenha

caído no algoritmo do Google, no futuro ele poderá voltar a ter um peso maior.

Há razões para pensarmos assim, mesmo porque desconhecemos outros métodos mais eficazes para indicar a qualidade de um site.

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Otimize Seu Site

Se você está construindo um site estático ou pretende construi-lo, a otimização poderá ser feita por você mesmo. É necessário que o site seja estático.

Para isso estou disponibilizando um passo-a-passo de otimização que lhe permitirá colocar o site em condições de competir com a maioria dos sites brasileiros. Na página onde você tem as instruções, você encontra esclarecimentos sobre termos habitualmente usados na otimização de sites. Além disso pode colocar seus comentários e dúvidas aqui no blog.

Esta é uma oportunidade ímpar de alavancar o seu site logo no começo.

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2009: Papel do PageRank e dos Links Externos no Posicionamento

Neste final de 2009 o PageRank caminha claramente para suas origens. Ao longo de mais de dez anos ele não passou por nenhuma mudança violenta, mas esteve em evolução permanente. Depois de vários ajustes ao longo desses anos, a avaliação dos links externos retorna às suas origens ou está a caminho. Conseqüentemente o PageRank passa a ser medido por parâmetros diferentes de, digamos, dois anos atrás, e a ter, cada vez mais, o significado original. Para entender essa evolução, precisamos examinar o que gerou a criação do PageRank pelos fundadores do Google.

Citações em trabalhos científicos – Os fundadores do Google se inspiraram nas citações de trabalhos científicos para criar o PageRank. Quando alguém escreve algo no campo científico com pretensão de publicar em veículo especializado, a publicação (também chamada de artigo científico, trabalho científico, paper) segue determinadas normas. Uma das normas é citar o autor ou autores que foram consultados na elaboração da pesquisa, seja ela de que natureza for. Essas citações são feitas nas diversas partes do artigo, na forma dos nomes abreviados dos autores ou de um número que remete à bibliografia situada no final. A Bibliografia ou Referências Bibliográficas ou Referências, consiste em uma listagem onde os autores referenciados no texto são apresentados com informações completas. Por exemplo, se um trabalho citado no texto teve mais de um autor, lá pode ter aparecido o nome de apenas um, o do autor principal, e aqui aparecem também os nomes dos outros autores. Ainda aqui, são dadas informações para que o leitor possa localizar e examinar o trabalho citado – vem, assim, o título completo da obra, o nome da revista em que foi publicado e as indicações para a sua localização, como tomo, número, mês, ano, etc. O texto pode não conter nomes, mas apenas números que nos remetem à listagem da Bibliografia.

Qual o interesse dessa citação? Primeiro, por uma questão de honestidade, o autor cita as fontes que ele consultou. Segundo porque o leitor pode ir lá e conferir se realmente é como foi escrito. Terceiro porque o leitor pode se interessar por algum dos trabalhos citados e ver, na fonte, os detalhes.

Significado de uma citação em trabalho científico – Do ponto de vista acadêmico, uma citação representa um reconhecimento ao esforço feito, e quanto mais citado é um dado trabalho científico, mais representativo ele é daquele tema. A citação ajuda também a espalhar a informação e, com isto, possibilitar que outros se beneficiem dela.

Paralelo entre citações no trabalho científico e PageRank – Você já deve ter notado a semelhança entre os dois. A citação no trabalho científico é uma forma de reconhecimento, ainda que se discorde de seu conteúdo, e um link colocado em um site apontando para outro, é também uma forma de reconhecimento da importância do segundo site. Os autores do Google procuraram desenvolver uma fórmula matemática que permitisse medir esses links que apontam para outros sites e entenderam que essa medida, transformada em um número chamado de PageRank, era um indicativo da popularidade do site que era citado. (Esta expressão é usada também como popularidade do link, a qual não é muito adequada.) Portanto, a citação de uma página da web deve ter o mesmo significado da citação em trabalho científico.

Evolução do PageRank – Ao longo de pouco mais de dez anos, o cálculo do PageRank evoluiu muito. De uma forma matemática simples e dada a público em trabalho científico dos dois autores, evoluiu para fórmulas cada vez mais complexas, misteriosas, e que se constituem em segredo comercial.

Uma vez que o PageRank se tornou, durante alguns anos, na principal referência para exprimir a força de um site e conduzir ao seu posicionamento no Google, a ânsia por dinheiro e/ou vaidade, levou muita gente a tentar toda sorte de truques para enganar os programas do Google que calculam o PageRank. Gradualmente o PageRank passou a ser manejado pelos webmasters como um meio de se conseguir boas colocações nas buscas, independente da qualidade do conteúdo. Isso era um desvirtuamento dos princípios que o criaram.

O Google também se enrolou no processo ao instituir a autoridade do link (medida pelo PageRank da página de onde se originou o link). Então não bastava ter um dado link apontando, mas era conveniente que ele tivesse PageRank alto, sinônimo de autoridade no tema. Isso foi, naturalmente, um grande equívoco e contribuiu para retardar o processo evolutivo. A corrida se deslocou da obtenção de um grande número de links externos para links com PageRanks altos. Sites medíocres obtinham boas posições e sites de qualidade ficavam perdidos lá atrás.

A dificuldade do Google em controlar esse jogo, levou à idéia da punição para quem utilizasse truques com os links, e essa prática foi estendida a truques ou subterfúgios que desvirtuavam os resultados de outras medições efetuadas nas páginas da web. Mas isso não foi suficiente.

Infelizmente os meios sobrepujaram os fins e o PageRank ficou completamente desmoralizado e incapaz de servir de referência para o visitante de um site qualquer. Um site podia (e ainda pode) ter um PageRank altíssimo e nada ter de proveitoso. A solução, vinda em 2008, foi a de reduzir muito a importância do PageRank na determinação do posicionamento de uma página e efetuar ajustes no seu cálculo.

A nova importância do PageRank e dos links externos – A importância atual voltou às origens. Ao invés de simplesmente “contar” os links, o Google vem passando a examinar o contexto em que eles se inserem. Em conseqüência, ações como trocar links, caíram por terra; criar uma página de links perdeu o sentido, exceto se ela retratar fielmente citações internas; vender links ou intermediar sua venda está levando ao desaparecimento de empresas especializadas nessas práticas – empresas que vendiam serviço de obtenção de links estão no mesmo caminho. Ao invés de gastar energia, tempo e dinheiro para obter links, o caminho agora é produzir bons conteúdos. Essa mudança de foco está conduzindo a uma moralização do PageRank.

Isso é diferente de morte do PageRank, como alguns apressados alardeiam. Nesta etapa da evolução, diminuiu sua importância na determinação do posicionamento. Aumentou, por outro lado, o significado de “popularidade” do site, expressa não só pela quantidade de links que apontam para ele, mas também pelo relevo de seu conteúdo. A tendência é que o PageRank expresse, cada vez mais, esse relevo. O conceito subjacente ao número que expressa um dado PageRank continua, tal como no começo do Google. A forma de calcular esse número é que está mudando.

O processo evolutivo neste momento está concentrado em identificar com precisão links que levem a conteúdos que sejam de fato úteis ao visitante. Um conteúdo relevante deve ser uma fonte de consulta para ampliarmos a visão do assunto, se for um tema descritivo, ou oferecer possibilidades de escolha, se for uma loja virtual, ou ter argumentos suficientes para contratarmos um dado serviço.

Os links externos, aqueles que apontam para o seu site, continuam a ser valorizados, mas com o significado que tinham na sua origem, no seu nascimento, qual seja, um meio para ampliar e espalhar a informação. Aqueles links que destoam deste objetivo são descartados.

Se o conteúdo do seu site é bom ou se sua loja age corretamente com seus clientes ou se você presta bons serviços, seu endereço eletrônico será citado (links) espontaneamente pelos usuários. A melhor conseqüência disso é a divulgação do seu site, o qual passa a receber visitas oriundas de diversas fontes (aumento de tráfego) e a satisfação do visitante, que encontra o que procura.

Já é passado o tempo em que ficávamos, aflitivamente, em busca de links, viessem de onde viessem.

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Google Lanca Busca Para Varejistas

O Google acaba de lançar nos Estados Unidos uma busca para o comércio varejista online, restrita àquele país, mas que deverá se estender aos outros países com o tempo. O serviço dispensa hospedagem em serviços normais, ou seja, o próprio Google hospeda a loja, e tem varias particularidades, como rapidez na navegação e possibilidade do usuário fazer muitas comparações de produtos. Ao varejista promete que o usuário encontrará mais facilmente os produtos de sua loja e diz que o sistema é extremamente fácil de ser manejado em um painel. À primeira vista esse sistema causará profundas mudanças nos sites de grandes lojas online e deverá interferir nos negócios de sites que oferecem buscas parecidas. O preço é um fator limitante ao acesso.

Vejamos as principais informações que o Google dá sobre o novo serviço.

Nome do produto – Google Commerce Search (GCS) e que entre nós deverá ser batizado como algo do tipo Busca Google em Lojas.

O que promete – Alavancar o comércio online por meio de melhora nas buscas.

Argumentos – No comércio online, a qualidade da busca é um fator de suma importância para que o visitante se torne um comprador. Sabe-se que 43% dos visitantes das lojas online de varejo digitam em primeiro lugar o nome do produto (exemplo, camisa) ou a categoria (exemplo, roupa masculina) e depois de entrarem num site, eles decidem em 8 segundos se vão continuar nele. Estes dados indicam que a precisão e rapidez na informação são fundamentais para o sucesso desse negócio.

A qualidade na busca e velocidade são as armas do Google nessa nova frente. O GCS fica hospedado em um sistema de busca com a configuração de nuvem que combina relevância, velocidade e facilidade no uso.

O GCS tem várias configurações que tornam a busca mais refinada e precisa. Embora os sites bem estruturados e/ou grandes, tenham sistemas de busca interna, eles não têm a precisão e amplitude do GCS, a saber:

>Velocidade – O GCS alavanca a plataforma ultra-rápida do Google que faz buscas ao nível se subsegundos.

>Qualidade e posição – O GCS analisa cada item da busca nos dados que armazenou e determina a posição ótima de um produto no conjunto de produtos que são oferecidos pelo site, o que torna os resultados mais precisos para o comprador.

>Busca paramétrica e ordenamento – O GCS permite ao usuário refinar ou ordenar os resultados por categoria, preço, marca ou outro atributo. Ao varejista permite, por exemplo, promover um produto – o varejista pode programar para que ele apareça no topo de seus próprios produtos.

>Impulso a produtos e promoções – O varejista pode aumentar a relevância ou destacar outros itens, o que estimula a venda casada.

>Grafia e sinônimos – O serviço checa a grafia e oferece sinônimos; com isto o usuários tem chances de encontrar o que procura, ainda que erre na digitação.

>Redistribuição rápida e escala – Por usar uma plataforma do Google em nuvem, não há problemas de dificuldade de acessos, mesmo nas épocas de maior tráfego, como no Natal, e os varejistas podem fazer mudanças na distribuição de produtos para certos dias em que haverá maior demanda por eles.

O fator hospedagem é chave para que o GCS seja de fácil administração. Uma vez que não há hardwares ou softwares, servidores, sistemas operacionais, cabos, ou qualquer outro equipamento, o administrador pode carregar informações sobre um dado produto ao Centro Mercantil do Google (um lugar onde você pode carregar os dados de seus produtos por vias diversas, e que possibilita ao comprador encontrar facilmente o seu site pela Busca Google de Produtos ou pelo Google.com, assim como usar os dados dali em campanhas do AdWords) e adicionar parâmetros extras para serem usados pelo GCS nas exibições e colocações nos conjuntos de produtos.

Admite-se que essas facilidades e competências proporcionem um aumento de 33% nas vendas, mesmo em sites com as mais altas taxas de conversões pelos sistemas tradicionais.

Em síntese o GCS proporciona:

– Encontro mais rápido, do produto certo, pelos visitantes
– Filtro de resultados por categoria, preço, marca ou outro atributo que o varejista adicione
– Opções de corrigir erros de digitação e adiciona sinônimos
– Aumento das vendas e das taxas de conversão
– Promoção de outros produtos escolhidos dentro das buscas feitas
– Modificações rápidas nas soluções de busca, com menor custo
– Personalização, dar direções e otimização da performance

Preço – O modelo de preço para o GCS é baseado no número de produtos/itens que o varejista coloca em sua área de dados e no número de buscas que entraram em seu site em cada ano. Os preços são a partir de 50.000 dólares americanos por ano. Questões particulares de cada caso podem ser discutidos com um representante do Google. A meta é atender no máximo 1.000 varejistas em cada país que o Google atua.

Comentários – Fica claro que o sistema se destina apenas aos grandes varejistas. Entretanto, algumas questões ainda não estão claras. Em que lugar da página de resultados serão apresentados esses sites? Como serão eles apresentados? Ainda não é possível saber se há um sistema de pagamento integrado, como parte da hospedagem.

É provável que os sites de busca de produtos on line venham sofrer alguma queda nos seus rendimentos porque os grandes varejistas deverão preferir um sistema como este.

É de se destacar que este serviço não interfere com o AdWords, e que uma loja pode manter os dois, de forma integrada.

Sem dúvida, o serviço se constitui em grande avanço para as vendas online. Por ele, a construção da loja é muito facilitada, a sua versatilidade é do tamanho que os produtos e o bolso do varejista alcançam, e as preocupações com otimização são mínimas.

O Google diponibilizou uma loja sua para demonstração. Veja em http://www.googlestore.com/. Nela você pode ver diferentes funcionalidades, a rapidez nas mudanças de páginas, os atributos usados na construção dos menus, as variações nos menus, e assim por diante.

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Conteúdo: A Palavra de Ordem do Momento na Otimização

Conteúdo é o elemento mais valorizado hoje pelos mecanismos de busca na otimização de um site. No Google, entre as duzentas e cinqüenta variáveis utilizadas para definir a posição de uma página, o conteúdo se acha no topo. E conteúdo implica quantidade e qualidade. Como a qualidade é a parte mais difícil de ser avaliada pelos mecanismos automáticos no momento, vou me ater à quantidade. A quantidade de conteúdo está expressa no volume de informações de uma página, no conjunto de informações do site e na regularidade em que novos conteúdos são adicionados. Mas a questão de conteúdo tem muitas implicações e é preciso antecipar o que provavelmente vai acontecer para evitar problemas.

Ênfase em alguma variável na evolução dos mecanismos de busca – Se você está na Internet há mais de um ano, ouviu e leu muito sobre a importância dos links externos para determinar o PageRank de uma página no Google e seu posicionamento. Se você está na Internet há mais de dois anos, leu e ouviu muito sobre a troca de links com o mesmo objetivo. Se está na Internet há mais de seis anos sabe o quanto era importante ter um site bem feito para ser aceito sob pagamento anual no diretório do Yahoo. Ultimamente se tem falado muito na mídia social e no conteúdo. A mídia social é apenas uma questão de nomenclatura, posto que ela sempre foi praticada de uma forma ou de outra, mas não é neste texto que vou tratar dela. Já o conteúdo tem sido objeto de permanente estudo e avanços por parte dos mecanismos de busca. O conteúdo é a variável do momento.

Porque o conteúdo é importante – O conteúdo é importante porque os visitantes de um site vão à procura de informação e, dependendo do que encontram, executam alguma ação. Se o site é farto em informações e, de quebra, renova o conteúdo, o visitante tenderá a voltar a ele. Isto vale até mesmo para uma loja virtual. Se você encontra este site na primeira página, digamos, numa busca no Yahoo e não o encontra no Google, tenderá a voltar ao Yahoo na próxima vez. Em consequência, todos os grandes mecanismos de busca estão de olho em sites que atraem novos visitantes e, principalmente, atraem o retorno dos visitantes. Isto não é porque estão interessados no seu sucesso, mas tão somente no fato de que seu site atrai gente que vai clicar ali em algum anúncio pago. Se esta é a regra do jogo, o que você pode fazer para ter muito conteúdo?

A resposta vai além do óbvio aumento do site. Envolve questões mais complexas e, até mesmo, no pensar naquilo que poderá ocorrer no futuro em relação ao conteúdo. A questão tem tantas implicações que até mesmo numa loja virtual pode tirar vantagem (lucro) ao atender este requisito dos mecanismos de busca. Vamos ver tudo isto, passo a passo.

Maneiras de se aumentar conteúdo – Existem várias maneiras de se aumentar o conteúdo. Vamos ver algumas delas.

Diretório de artigos – Uma maneira muito utilizada é criar um diretório de artigos, onde se pode colocar, de quando em quando, coisas pertinentes ao site. Isto, em muitos casos é interessante porque o visitante pode examinar o site sob diversos ângulos, inclusive a confiança que seu autor transmite. Pessoas que têm facilidade de escrever e desenvolver temas diversos, levam grande vantagem neste quesito. Se você não tem esta habilidade, não terá de ficar, necessariamente, para trás. Você pode traduzir artigos de outras línguas – traduções não são consideradas duplicações. E se você não domina outra língua, tem a alternativa de pagar alguém uns trocados para fazer as traduções. Mas nunca copie ou faça adaptações de artigos na sua língua porque poderá ser descoberto por denúncia, ou pelos programas dos mecanismos de busca e se enrascar.

Criatividade na forma de escrever – Um tema pode ter sido escrito inúmeras vezes, e você reescrevê-lo sem parecer repetitivo. Isto pode implicar até na forma gráfica de sua apresentação. Quanto mais criativo você for, maiores são suas possiblidades de ampliar o seu conteúdo a partir do que já é conhecido de muitos.

Diversificar o site – Você pode introduzir muitos recursos da Internet no seu site, desde vídeos até informações úteis, desde que relacionados com o tema do seu site e possam interessar aos visitantes. Será perda de tempo colocar coisas que nada têm a ver com o tema do site.

Esticar certos conteúdos – Consiste em colocar em muitas páginas coisas que caberiam em uma única. É comum observar isto em glossários. Para explicar o significado de um termo ou expressão relacionada com o site, o autor coloca cada termo em uma página. Nestes casos vemos páginas com um tiquinho de conteúdo e o restante é composto das partes que configuram todas as páginas.

Outras vezes consiste em escrever um número limitado de palavras por artigo. Certa feita uma empresa americana me sondou sobre a possibilidade de eu participar do seu corpo editorial e escrever cem artigos por mês. Para argumentar com o meu possível espanto, citaram um artigo que escrevi: Human Evolution Timeline: Revelations in Bible Quotes Ele tem 2.700 palavras. Na ótica deles eu poderia escrever seis artigos de cerca de trezentas palavras cada, ao invés de apenas um, e que ao desdobrá-lo, tomando trezentas palavras como referência, na verdade eu escreveria cerca de dez artigos. Os cem artigos deveriam ter em torno de trezentas palavras, mas não deveriam exceder 450. Esta estratégia desagrada o internauta mais arguto – percebe que está sendo manipulado e mandado de um lugar para outro, e que em cada lugar a informação poderia ser resumida em uma frase. Para os mecanismos de busca isto não é problema.

Atualizar o que já escreveu – Acrescentar informações a uma página já publicada é interessante porque, de um lado demonstra humildade, o que é quase sempre simpático, e de outro lado, traz os robots de volta às mesmas páginas. Mas para que isto tenha efeito prático como atualização pelos mecanismos de busca, precisa ter um número significativo de palavras – não basta uma ou duas frases. Eu me arrisco a falar em 85 palavras, no mínimo. E para que o mecanismo de busca tome conhecimento da mudança ou adição, é conveniente comunicar isto via mapa do site em xml. No caso do Yahoo isto é impossível porque seu arquivo txt não prevê mudanças, apenas adição ou retirada de URLs.

Atualização de uma loja virtual – Atualizar sua loja virtual é uma forma de garantir o retorno de clientes e de atrair novos. É também uma forma inteligente de lucrar porque ela pode simplesmente estar baseada na substituição de produtos que têm pouca saída. Quando você substitui um produto, retira textos e imagens, coloca outros, faz redirecionamentos, eventualmente acrescenta URLs. Embora isto seja um indicador primário de atividades no site, tem ligações com conteúdo. E neste caso você está atendendo vários interesses: ao mecanismo de busca, ao cliente, que sabe que você está sempre renovando o estoque, ao seu bolso, porque não gasta tempo e dinheiro com coisas que não dão lucro (ainda que o estoque seja virtual).

Em suma, a adição de novos conteúdos é, provavelmente, a questão mais importante hoje em dia na otimização porque os mecanismos de busca a consideram como força de atração para que os visitantes voltem ao site.

Algumas considerações – Este tema é muito vasto, mas vou fazer algumas breves considerações sobre o que está escrito aí em cima.

Valor emocional do aumento do conteúdo – Independente de os mecanismos de busca se importarem com o conteúdo, o domínio de um tema ou de um negócio, seja ele prestação de serviço ou venda de mercadorias, é um fator de satisfação pessoal e que leva, de forma natural, ao aumento do site.

Oferecer sempre o melhor que você tem – Dar informações corretas e honestas é, além de um valor a ser cultivado, uma forma de se prevenir para o futuro. Ainda que os mecanismos de busca não tenham recursos para avaliar a qualidade do conteúdo, você deve se lembrar que o seu visitante tem. E mais: os mecanismos de busca vivem correndo atrás de fórmulas que permitam essa avaliação. Quando as encontrarem, você não será penalizado e sim, promovido ainda mais. Aqueles casos em que o glossário se traduz em uma expressão por página, poderão, a qualquer hora, ser rebaixados posto que isto é, na essência, um truque para iludir os mecanismos de busca na questão do conteúdo.

Se você ainda não viu, provavelmente ainda vai se deparar com as seguintes expressões de especialistas americanos:
– Content is all.
– Content, content, content.

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Carol Bartz Nova CEO do Yahoo

O Yahoo escolheu/nomeou Carol Bartz, uma engenheira de 60 anos, como sua CEO. Alguns medalhões da mídia da Internet recusaram o posto e especula-se se Bartz foi escolhida entre vários ou tornou-se a única alternativa diante das recusas.

Carol Bartz exibe uma biografia cujo perfil é de dinamismo, tendo ocupado a Vice-Presidência da Sun Microsystem durante 9 anos (1983 a 1992), participou do conselho de diretores de várias empresas, como Intel, Cisco, NetApp e ficou na direção da Autodesk, uma empresa B2B, por 14 anos, tendo sido sua CEO, e de onde saiu em 2006.

A Autodesk é uma empresa de softwares que, sob a direção de Bartz, saltou de um faturamento anual de US$285 milhões para US$1,523 bilhão, devido, principalmente, à diversificação dos seus produtos. Isto mostra que ela é uma boa vendedora, qualidade que o Yahoo precisa em seu CEO, mas, ao mesmo tempo, segundo alguns analistas, sua experiência está em campos diferentes do complexo mundo em que o Yahoo se situa.

Para onde vai o Yahoo com Bartz? – Esta é a questão que se coloca no momento. A julgar por suas declarações no primeiro dia de trabalho no Yahoo (13/01/09), nas quais rasga elogios à empresa, ao seu quadro dirigente e técnico, à sua boa situação financeira, e a julgar ainda pelo fato de que foi companheira de Jerry Yang no conselho diretor da Cisco, o Yahoo não vai se juntar à Microsoft. Bartz acredita que a companhia tem um grande potencial e, assim, o que se pode esperar é que ela vá trabalhar por sua recuperação.

Se a recuperação acontecer, será um milagre. Ou então, estaremos diante de uma pessoa que, a despeito de trabalhadora e dinâmica, é um fenômeno. Vamos esperar para ver.

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Yahoo Sem CEO – Microsoft Esnoba

Jerry Yang, o principal executivo do Yahoo, saiu / foi exonerado desse cargo, no último dia 17 e a empresa procura um substituto. Ele foi um dos fundadores do Yahoo, e ficou no cargo de principal executivo durante 18 meses. Após a saída, voltou aos cargos que exercia antes, de diretor e membro do conselho diretor. Esta mudança tem importância porque Yang tem sido acusado de principal responsável pelos retrocessos que o Yahoo vem sofrendo ultimamente.

Há quem atribua a ele a responsabilidade de Yahoo e MSN não terem se fundido e também pela perda de cerca de sessenta por cento no valor de mercado do Yahoo (caiu de 40 bilhões de dólares para 16 bilhões). Os comentários são de que a fusão não ocorreu porque houve um choque de egos entre ele e Steve Ballmer, dirigente máximo da Microsoft, que esteve recentemente no Brasil.

A informação sobre sua saída diz, a certa altura: “Jerry e o Conselho tiveram um permanente diálogo acerca do momento da sucessão, e nós concordamos que agora é o momento certo para fazer a transição para um novo CEO que possa conduzir a companhia a nível mais alto”. Portanto, não foi Jerry Yang que pediu para sair, mas foi uma decisão concertada com todo os conselheiros.

Evolução dos fatos – É um equívoco atribuir a Jerry Yang todos os problemas do Yahoo. Ele pode ter sido decisivo em alguns, mas as dificuldades da empresa começaram antes dele ocupar o cargo do CEO (Chief Executive Officer, que corresponde ao cargo executivo-chefe mais elevado, tal como Gates foi na Microsoft e Steve Ballmer é hoje). Talvez ele pudesse ter revertido a evolução desfavorável. Vamos remomeorar etapas e fatos.

– O Yahoo, que era líder na Internet, começou a perder posições para o Google nos primeiros anos desta década.
– O Google assumiu definitivamente a liderança e Jerry Yang foi conduzido ao cargo de dirigente máximo, na esperança de que conseguisse reverter a situação.
– A Microsoft, que também vinha perdendo mercado nas buscas, com a MSN, começou a negociar uma fusão desta com o Yahoo.
– Houve uma resistência ao negócio por parte de Jerry Yang, mas Steve Ballmer fez, no começo de 2008, uma oferta que para todos era considerada irrecusável: 44.6 bilhões de dólares.
– Ninguém entendeu a recusa de Jerry Yang – houve protestos, ações na justiça por parte de acionistas do Yahoo que se julgavam prejudicados. Surgiram especulações de que o negócio não foi adiante por causa de uma disputa de egos – de um lado, a agressividade de Ballmer, manifesta na forma como fez a proposta, do tipo “aceita ou não voltamos a falar do assunto”, e de outro lado, a reação negativa de Yang que teria colocado os brios pessoais acima dos interesses da companhia.
– Logo em seguida vazou a notícia de que estava em andamento uma pareceria do Yahoo com o Google para receber anúncios deste e que, a meu ver, era um perigo para a Internet, mas que foi considerado por muitos, uma grande jogada de Yang, a qual, inclusive, acalmou um pouco os acionistas.
– O negócio Google-Yahoo começou a parecer monopólio e, tanto o governo dos Estados Unidos como instituições privadas, entraram na justiça questionando a parceria nos anúncios.
– Temendo o desgaste, o Google desistiu do negócio.

Então, a situação de Yang ficou insustentável e culminou na sua saída.

Posição da Microsoft – Indagado ontem (19-11-2008) sobre as possibilidades de voltar a negociar com o Yahoo, Ballmer disse que não tinha mais interesse. Eu tenho minhas dúvidas – o MSN vem adotando uma política ultrapassada, e que é a compra de grandes empresas, coisa que o Yahoo já havia feito e não deu certo. Aparentemente ele teria querido imitar o Google, mas a política deste é diferente: ao invés de grandes aquisições, compra muitas empresas pequenas cujos produtos vão agregar recursos aos serviços que presta. Para mim, Ballmer está esnobando ao dizer que não tem mais interesse, e uma maneira de fazer os acionistas pressionarem ainda mais os dirigentes do Yahoo. A fusão é a única saída para ambas. Ocorre que, agora, Ballmer está numa posição privilegiada: o Yahoo provavelmente vai pedir-lhe para ser comprado, e o preço do negócio será outro. Basta ver o que ocorreu ontem, a tremenda queda das ações do Yahoo na bolsa de Nova York, para se esperar isto. Haverá, provavelmente, uma maquiagem, do tipo informar que o negócio é diferente do que tinha sido tratado antes, por isto o preço é menor, tem a crise mundial agora, e coisas do gênero, mas a verdade é que, sem essa fusão na área de buscas, o Google vai acabar de engolir os dois, pois já os tem no papo. Só não os digerirá se houver a fusão.

Como MSN e Yahoo poderiam competir com o Google? – Se antes, no começo do ano, ao oferecer 44.6 bilhões de dólares, a Microsoft certamente ainda tinha bala para pôr no negócio e lutar com o Google, podemos imaginar agora, se vier a pagar menos. Digamos que a Microsoft tivesse calculado, no começo do ano, um investimento anual, afora o que saísse do próprio negócio, de 3 bilhões de dólares para fazer pesquisas, desenvolver produtos e comprar ferramentas desenvolvidas por terceiros, como faz o Google. Agora, numa eventual fusão, terá, digamos, 5 bilhões por ano. Se acrescentarmos a isto lucros da eventual empresa MSN-Yahoo, podemos esperar que o Google terá concorrente à altura. E isto será bom para todos nós.

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