Web 2.0 – Visão Geral e Implicações com a Otimização de Sites

Ruy Miranda

O movimento na Internet, conhecido como Web 2.0, pode cristalizar-se como movimento definitivo. Pode parecer parodoxal, mas é isto mesmo: movimento definitivo. E a razão é que ele descortina um ambiente vasto, tão vasto que o conceito de limites, para caracterizar um ambiente, não é claramente entendido hoje, pelo menos por mim. É em ambientes assim que se aninham as mentes criadoras. E, ao mesmo tempo, esse movimento prenuncia desafios aos mecanismos de busca e ao processo de otimização.

O que é Web 2.0 – Na prática, a Web 2.0 pode ser uma página da Web, simples e estática, ou um vídeo. E, claro, pode ser qualquer das inúmeras variações para levar conhecimento, lazer, informação e facilitar a comunicação na rede mundial. Ela se diferencia da Web do HTML clássico, pela simplicidade no uso das tags, pela maior flexibilidade no uso de ferramentas e, com isto, maior liberdade de criação. Uma coisa puxa outra: a Web 2.0 abre caminho para o instinto gregário e ao senso estético do ser humano. Resultado: aprimoram-se os mecanismos da interatividade e começa a surgir um novo design.

A flexibilização no uso das tags permite que o design se torne mais atraente e facilite o acesso de pessoas com deficiências visuais (veja http://www.webcredible.co.uk/ ). Observo uma tendência a usar símbolos grandes (veja este buffet de ícones: http://www.iconbuffet.com/), a aplicar gradientes de cores, ao emprego de páginas estáticas, à criação de ‘homes’ com links de navegação inicial limitados ao básico. É comum repetir-se a navegação inicial nas páginas internas e outros menus serem apresentados para áreas particulares do site (veja http://9rules.com/). Embora o design, a navegação com tais características, a linguagem subjacente, a interatividade, identifiquem a Web 2.0, esta última é, provavelmente, o elemento mais marcante.

Indico o excelente artigo de Mauro Amaral, se o leitor deseja se informar mais sobre a Web 2.0.

Finalidade do Movimento na Web 2.0 – Eu disse, no começo, que a Web 2.0 é, para mim, um movimento. Qualquer movimento tem uma finalidade. Qual a finalidade do movimento Web 2.0? No meu entender existem duas finalidades. Uma, que eu chamaria de semi-acadêmica, contida na disposição de inovar, compartilhar experiências, ampliar e facilitar o mundo da Internet. Outra, que eu chamaria de comercial, ditada pelos interesses de corporações, cujo objetivo principal é o lucro.

Finalidade Semi-acadêmica – Na Web 2.0 podem ser encontradas pessoas com o espírito que reina nos melhores ambientes universitários. Nestes, a evolução do conhecimento, advindo das pesquisas, do trilhar por caminhos desconhecidos, é a principal fonte de satisfação. Nessas universidades as pessoas são pagas para obter essa satisfação e, claro, contribuir para o avanço do conhecimento. Precisamos entender, contudo, que as pessoas engajadas na Web 2.0, na Internet, precisam fazer dinheiro com o próprio trabalho. Por isto, elas pesquisam de um lado, e ganham dinheiro de outro – daí a expressão ‘semi-acadêmica’.

Finalidade Comercial – Empresas de portes variados pagam empregados para pesquisar esse campo da Internet. A Web 2.0 é, para elas, mais uma frente, uma atividade promissora para ampliar seus negócios. Pode haver alguma satisfação nos progressos alcançados, mas essa satisfação tem pouco valor se não for traduzida em dinheiro.

Implicações com a Otimização de Sites – Parece-me que aderir à Web 2.0 é o caminho que todos os desenvolvedores vão seguir, mais cedo ou mais tarde. (Eu mesmo estou iniciando a mudança, neste site). Não há como abdicar de ferramentas que nos proporcionam evolução, maior flexibilidade na execução das páginas, layout mais atrativo, maior número de formas de contato com os visitantes e… vida melhor para os mecanismos de busca. Creio mesmo que os mecanismos de busca vão estimular esta nova modalidade, por meio de pontuação nos algorítmos. As páginas da Web, no formato 2.0, representam uma maior facilidade de navegação por parte dos robots e indexação do conteúdo, particularmente pelo uso da linguagem XML. Mas vislumbro algumas dificuldades para os mecanismos de busca.

Imagine o leitor editando seu “site” exclusivamente em formato de vídeo. De que maneira os mecanismos de busca vão indexá-lo? Como vão controlar os anúncios neste veículo? Sim, claro, eles encontrarão um jeito, mas que as soluções vão tornar os seus bancos de dados mais complexos e onerosos, vão. E, por isto, a Web 2.0, que depende muito de investimentos das grandes empresas da Internet, terá o ritmo de avanço ditado pela adequação aos interesses delas.

Uma vez que o horizonte da Web 2.0 é vasto, presumo que estamos entrando em um ciclo longo na rede mundial. Uma geração inteira terá, aí, campo para desenvolver suas potencialidades de criar e inovar. E a otimização será uma tarefa mais complexa do que é hoje. Falar em otimização de sites será referência a apenas uma parte do trabalho dos desenvolvedores.

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4 respostas a Web 2.0 – Visão Geral e Implicações com a Otimização de Sites

  1. byWlad disse:

    Como um velho Alemão excessivamente bigodudo para os padrões html também acredito na vontade humana de jogar uma corda para além do abismo do homem. Para um novo homem, maior que a realidade e da singularidade simplista do que os olhos são capazes de captar. Há conteúdo significativo no homem capaz de gerar isso? Qual a intenção por trás disso tudo?Creio que haverá ARTE, no sentido absoluto da palavra, poético mesmo, mas o grosso, irá em direção de muito conhecida: o velho e bom vil metal. Haverá o tempo de uma nova realidade, uma realidade holerdeck, em qua a imaginação construirá um mundo totalmente digital e imaginário? Uma gigantesca web surrealista capaz de matar Dalí de inveja? Como bom ceticista de plantão, ainda acho que não passa de movimento para ganhar dinheiro, e alguns revolucionários de plantão farão algum uso artístico. A realidade ainda é maior que a corda que conseguimos jogar sobre o abismo.

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